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O mapa topográfico contém informações de relevo que são muito
importantes para a navegação. Esta informação está codificada em curvas
de nível, que são as linhas marrons que estão dispostas mais ou menos
concêntricamente no mapa. Cada linha indica uma altitude fixa, de forma
que uma rota que cruze duas curvas de nível estará mudando de altitude
-- subindo ou descendo. Nos mapas de 1:50.000 do IBGE, cada curva de
nível difere 20m de altitude das suas vizinhas (a eqüidistância das
curvas de nível). As linhas marrons mais fortes são as curvas-índice,
que marcam altitude múltiplas de 100m, e que têm a altitude marcada
em algum lugar da linha; para linhas longas, às vezes vai ser preciso
procurar o numero.
Entenda a curva de nível como um andar, ou uma fatia, do relevo. Naquele
andar, todos os pontos estão na mesma altitude. Ao cruzar de uma curva
para outra, é como se estivéssemos passando para outro andar, todo ele
também com a mesma altitude. Se as curvas estão muito próximas, a
altitude varia bastante naquela região e o relevo será íngreme. Se as
curvas são bem espaçadas entre si, o relevo sobe ou desce de forma mais
suave. Cachoeiras, por exemplo, são marcadas por rios que cruzam muitas
curvas de nível em uma distância bem pequena, denotando uma queda
brusca.
Descobrir se as linhas tem um perfil de subida ou descida não é
exatamente trivial; a melhor forma de descobrir é usar os rios, as
curvas-índice, e os pontos de altitude máxima ou mínima para aquele
conjunto de linhas (que são os vales e picos). Os rios sempre cruzarão
as curvas de nível descendo (porque correm sempre das altitudes maiores
para as menores), de forma que basta encontrar a nascente e seguir o rio
a partir dela para ter certeza do perfil decrescente das curvas.
Perceber que onde o rio passa é sempre um vale também é útil; em geral,
partindo do rio em direção perpendicular a ele, a altitude aumentará.
A leitura das curvas de nível é algo que realmente deve ser aprendido de forma prática, observando o mapa e entendendo o relevo. A habilidade de transpor o que está descrito nas curvas de nível para acidentes geográficos é muito, mas muito importante mesmo. Por isso, treine sua habilidade observando montanhas conhecidas e comparando-as com as curvas no mapa. Em algum tempo vai ficando mais fácil, até ser mais ou menos automático.