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Estes mapas foram compilados nas décadas de 1960 e 1970, e salvo
exceções raras, não são muito atualizados. A desatualização não é
restrita ao Brasil: a maior parte dos mapas americanos do
USGS4 datam mais ou menos da
mesma época e a maioria não é atualizada há quinze anos. No entanto,
esta defasagem de tempo, em conjunto com a sua imprecisão, são a causa
principal da dificuldade da orientação prática.
Entender como os mapas são feitos é muito importante para não serem
usados de forma inocente durante a corrida. Todo mapa topográfico é
baseado em um levantamento aerofotográfico, onde são tiradas uma série
de fotos de alta definição de aviões, e que depois são processadas e
integradas em uma folha única.
As fotos aéreas dos mapas do IBGE que usamos foram tiradas pela Aerosul
e pela USAF5 nas décadas de 60 e 70.
Das fotos aéreas é feita uma restituição espacial para levantar o
relevo, e é feito um pequeno censo da região, com pessoal do IBGE em
campo determinando localmente os nomes das propriedades e marcos
geográficos da região. Além disso, é feita conferência das altitudes e
das estradas.
De posse destas informações, os cartógrafos sintetizam os mapas que usamos. É importante entender que é um trabalho humano, e que não é perfeito. Os erros que percebemos nos mapas derivam disto, e do fato de que, com o passar do tempo, bastante coisa muda; rios são represados, estradas caem em desuso ou são abertas e asfaltadas, fazendas mudam de nome, e se alteram os plantios e tipos de vegetação. Estas mudanças são tão comuns que são efetivamente o que torna a orientação uma técnica difícil, e explicarei melhor seus efeitos na seção de navegação prática.