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Pode parecer chato aprender como funciona a declinação. Se esse é sua
opinião, desista de navegar; sério, é importante entender o que
você está fazendo, e não seguir uma receita pronta com a qual você vai
se confundir na primeira madrugada. É impressionante que exista gente no
Brasil que ignore ou ache desnecessário aplicar uma correção de
declinação, especialmente porque esta entre dez e vinte graus
para a maior parte do país! Errar um rumo por dez graus tende a ser
grave.
Como coloquei antes, a declinação é a diferença entre o norte magnético
e o geográfico8. A agulha é magnética, de forma que seu norte apontará
para o norte magnético. Conhecendo o ângulo em graus entre os dois
nortes, determinamos a declinação: nossas leituras sairão sempre
alteradas com o valor exato desta declinação, para aquela região.
Um exemplo inicial: a declinação na região de São Carlos, SP, está por
volta de 20 graus a oeste, o que quer dizer que, para nossa região, o
norte magnético está a 20 graus a oeste do norte geográfico. Nossa
bússola aponta para o norte magnético, um norte que estará, portanto, a
21 graus a oeste do norte verdadeiro. Apontamos a bússola e tomamos uma
leitura: 68 graus. 68 graus, no entanto, em relação ao norte magnético,
que está a 20 graus a Oeste do norte geográfico. Descontamos a
declinação, e acabamos com o rumo verdadeiro de 48 graus.
Fazendo a operação inversa, onde queremos seguir num dado rumo e
ajustamos este rumo na bússola para nos direcionarmos, usemos o
seguinte exemplo: traçamos uma rota no mapa, e queremos seguir um rumo
de 125 graus. Como obtivemos este rumo do mapa, ele está dado em relação
ao norte geográfico. Em relação ao norte magnético, teremos se seguir
125 graus MAIS a declinação magnética de 20 graus, ou seja: 145
graus. Ajustamos 145 graus na bússola e observamos o rumo.
É um pouco complicado entender de imediato exatamente como funciona. Para mim, é conveniente pensar, para a declinação Oeste, que a origem (o zero) da agulha está deslocado para a esquerda (ou Oeste, ou no sentido anti-horário), de forma que precisaremos somar a declinação à leitura que colocamos na bússola, e retirar este valor da leitura que obtemos da bússola.