"Quanto Pior, Melhor."
O Bicho do Mato

Estudando Atalhos

``Short cuts make long delays'' - O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien

Muita gente faz a opção por atalhos secundários ou pouco demarcados no percurso. Minha opinião sincera é que é quase sempre uma escolha ruim. Primeiro, porque você está trocando um caminho certo por um arriscado e incerto. Segundo, porque os ganhos que atalhos oferecem são (em geral; obviamente existem exceções) pequenos em relação ao total da corrida, e em relação ao potencial de confusão e desgaste. Terceiro, porque andar por um atalho secundário será sempre mais lento do que andar por um caminho largo e bem batido. Observe bem as velocidades médias de deslocamento: uma trilha ruim pode levar mais de cinco vezes o tempo de uma estrada boa!

Um atalho, no entanto, pode ser uma alternativa para corrigir um erro percebido. Se você seguiu paralelamente pelo caminho correto, mas um pouco deslocado, pode ser vantajoso fazer um corte curto para reencontrar o caminho certo. É arriscado, porem possível. Leve bem em conta quanto tempo demorará: rasgar o mato sem trilhas, em geral, é feito a 1 km/h ou menos. Para um trecho de até 500m, é razoável. Para 1 km ou mais, volte por onde veio. O que estou dizendo não é absoluto, também; se você estiver vendo o ponto de chegada e a estrada fizer uma curva desnecessária, rasgue reto!

Vale a pena notar que, quando a organização pretende que se realmente rasgue uma seção sem trilha, fica bem clara a seção a ser rasgada. Por motivos ecológicos, é algo raro de acontecer, e dificilmente ocorre em uma modalidade que não seja o trekking, porque é meio impraticável rasgar o mato com uma bicicleta ou canoa. Em geral, é feita em uma região que no mapa está evidentemente desprovida de trilhas. Em dúvida, procure um caminho; é mais provável que exista.


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Christian Reis 2000-12-12