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Nesta modalidade a navegação é, em geral, a mais envolvida. A
organização reluta um pouco em colocar muito singletrack para a bike, e
a natureza das outras modalidades torna mais simples a navegação, mas no
trekking existe pouca compaixão. É bem provável que você tenha que andar
pelo meio de rios e em trilhas bem fechadas, com um trecho de rasga-mato
ocasional.
No entanto, é também a modalidade onde é mais fácil dar atenção ao mapa
e à bússola, e por isso faça constantemente verificação da sua posição e
rumo. Marque o tempo de todas as seções, das pausas, e entre as
bifurcações, e tenha uma idéia boa da velocidade que você leva. Com uma
idéia boa da sua posição relativa à trilha, fica mais fácil analisar
bifurcações e curvas inesperadas.
Navegar por trilhas estreitas é complicado, mesmo. Cada bifurcação
oferece uma chance de se perder, e sempre há algumas que não estarão
marcadas no mapa. Nesta hora, se o relevo e o rumo não confirmarem
absolutamente o caminho, vale a pena deixar a mochila e seguir a trilha
um pouco, observando o sentido geral, o relevo do caminho, e - muito
importante - as pegadas pela via, incluindo o desgaste em troncos e
galhos pelo caminho. Se você não é o líder (certo, você não é o líder)
vale a pena analisar se algumas equipes já passaram por ali, e se faz
pouco tempo que a trilha foi utilizada.
Usar as pegadas e desgaste da trilha, aliás, é um excelente método de confirmar seu sentido. Utilizado com cuidado -- as outras equipes se perdem e fazem marcações incorretas, o que confunde ocasionalmente -- é um bom apoio para escolher o caminho naquela bifurcação satânica. Finalmente, não posso deixar de enfatizar a importância de usar os rios! Com um rio, você tem a chance de se localizar perfeitamente, observando para qual lado corre e de qual lado dele você está. Aproveite eles, e saiba bem quais rios você cruzará pelo seu caminho pretendido.