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As modalidades que acontecem em rio ou represa são em geral as mais
fáceis para o navegador; basta manter a bússola bem visível, e saber bem
quais são as bifurcações. A parte mais difícil acaba sendo estimar a
velocidade, e navegar em trechos muito sinuosos, onde o sentido pode
confundir bastante. Estude bem o mapa antes de começar o trecho e marque
claramente as bifurcações que o mapa indica. Prender a bússola na sua
mochila e mantê-la a vista me parece ser uma boa idéia, mas manter o
mapa visível é mais difícil.
Cuidado para perceber bem o rumo, porque muitas vezes o rio confunde
e oferece surpresas inesperadas. No EMA 2000, havia uma seção do rio
onde haviam várias árvores caídas por cima do rio, e era bem difícil
passar com a canoa por elas. No entanto, era factível, e era o caminho
certo. Outra coisa para estar atento é que, perto do mar, a maré pode
fazer o rio subir, ao invés de descer, em determinadas horas do dia.
No mar a tarefa muda significativamente. Embora seja simples marcar um
rumo, mantê-lo pode ser complicado: correnteza e a falta de
referências dificultam a navegação. Esteja muito atento à bússola, e
sempre corrija o sentido quando necessário. É bom que a pessoa que
esteja guiando a canoa ou kayak seja o navegador, ou que possa navegar
por aquele trecho; as micro-correções que devem ser feitas de tempo em
tempo são dificilmente comunicadas verbalmente. Aproveite bem o relevo
da costa, e as ilhas, e tome muito cuidado para perceber bem o que é
ilha e o que é costa, porque são facilmente confundidos à distância.
Finalmente, à noite, vale a pena usar a visão noturna (como o próprio Zé Pupo indicou no briefing do EMA 2000); os olhos acostumados à noite percebem bem as margens, praias e árvores que seguem o rio, tornando mais fácil saber para que lado ir. A headlamp ajuda a perceber os galhos e troncos submersos, no entanto, protegendo seu cheque caução. É uma opção decididamente difícil.