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Estimar a velocidade é uma ferramenta chave na orientação, e pode
significar toda a diferença entre estar perdido e bem localizado. No
entanto, especialmente no trekking e canoagem, é muito fácil calcular
errado. Em Juquiá 2000, calculei mal e acabei optando por cruzar um rio
muito antes do que deveria (foi uma catástrofe completa: para dar uma
noção, ao final, perdemos 8 horas e um cachorro me mordeu). Na verdade,
nem prestei muita atenção no tempo, o que acabou sendo um erro grave.
Marque bem o tempo que a trilha leva, e não estranhe se você estiver muito mais lento do que o previsto. Lembre-se: à noite sua velocidade pode cair para a metade do normal (até 1.5 km/h para o trekking, o que dá 40 minutos por quilômetro). Leve em conta os descansos e as paradas! No EMA 2000, muitas equipes acharam estar perdidos na trilha entre o PC 17 e o 18, mas ignoraram o fato de ser muito comprido, e o progresso, muito lento. Estavam, na verdade, no caminho certo; era apenas demorado.